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7 de abr de 2010

Contos de Amor Rasgados

Esse  post é pra Saa e todos aqueles que gostam de uma boa leitura.
A Saa é uma mocinha que, apesar de ter idade pra ser minha filha, escreve um blog bem bonitinho sobre literatura e outra coisas que adolescentes (inclusive nós mesmas, na nossa época) adoram.
Ela me fez lembrar desse livro, que há muito estava guardado no fundo da estante. Bem lá no fundo mesmo! Como ela não conhece a Marina Colasanti, e talvez vocês também não conheçam, aqui vai um tira-gosto de um dos trabalhos dela: Contos de Amor Rasgados.

Conto em letras garrafais
Todos os dias esvaziava uma garrafa, colocava dentro sua mensagem, e a entregava ao mar.
Nunca recebeu resposta.
Mas tornou-se alcoólatra.


A paixão da sua vida
Amava a morte. Mas não era correspondido.
Tomou veneno. Atirou-se de pontes. Aspirou gás. Sempre ela o rejeitava, recusando-lhe o abraço.
Quando finalmente desistiu da paixão entregando-se à vida, a morte, enciumada, estourou-lhe o coração.


A busca da razão
Sofreu muito com a adolescência.
Jovem ainda, se queixava.
Depois, todos os dias subia numa cadeira, agarrava uma argola presa ao teto e, pendurado, deixava-se ficar.
Até a tarde em que se desprendeu, esborrachando-se no chão: estava maduro.


Embora sem náusea
Jantava com a amante em restaurantes espelhados.
Mal acabava o maître de flambar a sobremesa, ia ele se trancar no banheiro. Com a mão metida funda na garganta, vomitava vermelhas lagostas, sanguíneos molhos, e as labaredas do conhaque.
Depois ia para casa, jantar com a esposa.

Deitava com a amante em espelhados motéis.
Mal corria a água da ducha, já ele se trancava no banheiro. Com a mão metida funda na garganta, vomitava ou louros cachos, as louras coxas, as labaredas da amante.
Depois ia pra casa, deitar com a esposa.

Um comentário:

Thais,a Saa. disse...

Olha só! haauhe =D gostei mesmo,vou procurar mais sobre a tal da Marina aí!


Adorei o post!
Beijão =]

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